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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Coleta de material biologico.

COLETA DE MATERIAL BIOLÓGICO
1 SANGUE: NOÇÕES BÁSICAS

O sangue é a massa líquida contida no aparelho circulatório, que o mantém em movimento regular e unidirecional, devido essencialmente às contrações rítmicas do coração. O volume total de sangue num homem de aproximadamente 70 Kg é de cerca 5,5 litros.
O sangue é formado por duas fases: elementos, figurados (os glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas) e o plasma que corresponde à fase líquida na qual os primeiros em suspensão.
Este, sendo removido da circulação coagula, e, do coágulo separa-se um líquido amarelo-claro: o soro sangüíneo.
Os elementos figurados são os eritrócitos ou hemácias, as plaquetas e diversos tipos de leucócitos: neutrófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e os monócitos.
As plaquetas são anucleadas, sendo constituídas por fragmentos do citoplasma de células gigantes da medula óssea, os megacariócitos.
O sangue é principalmente um meio de transporte. Por seu intermédio, os leucócitos representam uma das primeiras barreiras contra a infecção, percorrem todo o corpo e podem concentrar-se rapidamente nos tecidos atingidos por infecção.
O sangue transporta oxigênio, gás carbônico, nutrientes e metabólitos, distribuindo-os pelo organismo. Transporta ainda, escórias do metabolismo que são dele removidas pelos órgãos de excreção. Distribui dos hormônios, permitindo a troca de mensagens químicas entre órgãos distantes. Além disso, tem papel regulador na distribuição de calor, do equilíbrio ácido-básico e do equilíbrio osmótico.
Dependendo da análise o exame poderá ser realizado no sangue total (exemplo: Hemograma); no plasma (exemplo: glicose, provas de coagulação) no soro (exemplo: bioquímicos e sorológicos).
Quando a análise for realizada no soro, este será obtido através da coleta em tubo sem anticoagulante (=seco), para que ocorra o processo de coagulação.
Quando se pretende fazer a análise no plasma, a amostra deverá ser colhida em tubo de ensaio contendo anticoagulante específico. Neste caso não ocorre a coagulação, pois o anticoagulante irá inibir um dos fatores da coagulação (geralmente cálcio) impedindo assim a formação do coágulo.
Sangue Total / Soro / Plasma = Diferenças a serem consideradas
Anticoagulantes utilizados pelas unidades da rede básica municipal:
• EDTA (Tampa Roxa): atua em nível do íon cálcio (seqüestrador)
Principal uso: Hematologia.
• CITRATO DE SÓDIO (Tampa Azul): captação dos íons cálcio
Principal uso: estudos da coagulação
• FLUORETO DE SÓDIO com EDTA (Tampa Cinza): captação dos íons cálcio, e inibição da glicose principal uso: glicemia.

• EDTA COM GEL: principal uso Carga viral para HIV
Sangue colhido com anticoagulante
deve ser cuidadosamente homogeneizado
por inversão, 5 a 8 vezes
para evitar hemólise e a coagulação do sangue.
Cor / Tubos / Setor Aplicável
QUADRO 2
Cor / Tubos / Setor Aplicável
Tampa
Anticoagulante
Setor
Material
EDTA – tampa roxa
Hematologia
Vidro ou plástico
Gel separador com ativador de coágulo
Tampa amarela ou vermelha
Sorologia e bioquímica
Vidro ou plástico
Citrato de Sódio –tampa azul
Hematologia (Coagulação)
Vidro ou plastico
Siliconizado sem anti-coagulante
Tampa tijolo
Sorologia e bioquímica
Vidro ou plástico
Fluoreto de sódio–tampa cinza
Bioquímica - glicose
Vidro ou plástico
OBS: Verificar sempre o volume correto de material para cada tubo.
RECOMENDAÇÕES DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA / MEDICINA LABORATORIAL PARA COLETA DE SANGUE VENOSO
-Cuidados para uma Punção Bem Sucedida
O ideal é que o paciente seja puncionado uma única vez, proporcionando assim conforto e
segurança ao paciente.
Para se obter uma punção de sucesso, vários fatores devem ser observados, antes de iniciar o
procedimento.
Ao observar o acesso venoso do paciente, escolher materiais compatíveis, por exemplo, paciente
com acesso venoso difícil, valer-se do uso de agulhas de menor calibre ou escalpes e tubos
de menor volume.
• Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima.
• Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo.
• Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço.
• Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo), em relação ao braço do paciente.
Correta
de menor volume.
• Sempre puncionar a veia do paciente com o bisel voltado para cima.
• Respeitar a proporção sangue/aditivo no tubo.
• Introduzir a agulha mais ou menos 1 cm no braço.
• Respeitar a angulação de 30o (ângulo oblíquo), em relação ao braço do paciente.
Correta
angulação na
coleta / 30o
Incorreta
angulação
na coleta
• O ângulo oblíquo de 30° da agulha em relação
ao braço do paciente foi respeitado, agulha
penetrou centralmente na veia e o bisel da agulha
foi inserido voltado para cima.
• Deve-se tomar cuidado quando o sangue não
for obtido logo na primeira punção, para evitar
complicações.
Fluxo
Sangüíneo
Figura A. Punção venosa adequada
Fluxo
Sangüíneo
Figura B. Interrupção do fluxo sangüíneo
• O bisel está encostado na parede superior da veia.
• O ideal é inclinar um pouco para cima e avançar
um pouco com a agulha, permitindo a passagem
do fluxo sangüíneo para dentro da agulha.
24 25
A
As figuras a seguir exemplificam alguns problemas que podem ocorrer nas situações em que a punção
venosa não foi feita adequadamente e como resolvê-los.
B
37 -
• Neste caso a parte posterior da agulha está
encostada na parede da veia.
• Deve-se então retroceder um pouco com a
agulha e girar sutilmente o adaptador ou seringa
para permitir a retomada do fluxo
sangüíneo.
Fluxo
Sangüíneo
Figura C. Interrupção do fluxo sangüíneo
• Neste caso deve-se retroceder um pouco
a agulha, observando a retomada do
fluxo.
Fluxo
Sangüíneo
Figura D. A agulha transfixou a veia
• É eminente a formação de hematoma
neste caso. Vemos o extravasamento
de sangue abaixo da pele.
• Para evitar que seja feita uma segunda
punção, deve-se introduzir um pouco
mais a agulha no braço do paciente,
tranqüilizá-lo e, após o término da coleta,
fazer compressa com gelo.
Fluxo
Sangüíneo
Figura E. O bisel da agulha penetrou
parcialmente a veia do paciente.
• Retirar ou afrouxar o torniquete para permitir
o restabelecimento da circulação.
• Retroceder um pouco a agulha para permitir
que o fluxo sangüíneo desobstrua.
• Utilizar a marca guia do adaptador de coleta de
sangue a vácuo. Ela serve como orientação,
quando no meio de uma punção sem fluxo,
como demonstrado acima, e o tubo já inserido
no sistema de coleta a vácuo, o flebotomista necessite
desobstruir a veia colabada, retrocedendo
um pouco o tubo. O tubo perderá o vácuo,
caso este retrocesso seja após a marca guia.
Fluxo
Sangüíneo
• Se durante o ato da coleta, for percebido uma suspeita de colabamento da veia puncionada, recomenda-se virar lenta e
cuidadosamente o adaptador de coleta de sangue a vácuo para que o bisel seja desobstruído, permitindo a recomposição
da luz da veia e liberação do fluxo sangüíneo.
• Caso ocorra a perda do vácuo, substituir o tubo.
• Evitar movimentos de busca aleatória da veia. Este procedimento induz hemólise da amostra e resulta na formação de hematoma.
Em muitos casos é aconselhável realizar nova punção em outro sítio.
• Punção acidental de artéria: O fluxo arterial é muito mais rápido que o venoso. O sangue arterial tende a uma cor avermelhada, mais
“viva”, devido a maior oxigenação da hemoglobina. Ao puncionar acidentalmente uma artéria, recomenda-se retirar rapidamente a
agulha, seguida de compressão vigorosa no local da punção, até a parada do sangramento. O supervisor necessita ser notificado.

3 comentários:

Anônimo disse...

parabens pelo trabalho me ajudou bastante,espero encontrar este pois tenho muito caminho de estudo pela frente e vou precisar de uma maozinha...

michelle disse...

muito bom , me ajudou muito .parabéns.

Anônimo disse...

muito obrigado pela simpatia de vcs, neste site. continuem assim.
gostei muito do conteúdo encontrado.
serve e muito para o meu estudo e aperfeiçoamento.
gostei muito do pensamento colocado por vcs. "todo mundo é sujeito a falhas, ninguèm é perfeito, todos no começo de um aprendizado e formação de carreira encontram dificuldades".
realmente é verdade. essas palavras me dão força e ânimo, pois todos podem chegar a se tornar profissionais competentes, após muito treinamento e esforço, porém ninguém nasce sabendo. é verdade.

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