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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

EXAME QUALITATIVO DE URINA

A uroscopia é a ciência da diagnose através do exame da urina. A análise de urinas, atualmente denominada urinálise, é o mais antigo de todos os testes laboratóriais.
Foram encontradas indicações detalhadas sobre a interpretação da urina, com base em seus aspectos e características, em placas deO exame qualitativo de urina (EQU) fornece informações valiosas sobre o funcionamento do sistema urinário, no entanto, outros órgãos também podem ser avaliados, como o pâncreas endócrino e o fígado, a presença de glicosúria e/ ou cetonúria são bons indicativos de Diabetes Mellitus, já a presença de bilirrubinúria, urobilinogenúria, cristais de blirrubina, e/ ou cristais de urato de amônia são indicativos de doença hepática.
Após a colheita de urina, a amostra deve ser examinada imediatamente, quando isto não for possível, pode-se conservar a urina com o objetivo de prevenir as alterações que ocorrem nas propriedades físicas e químicas da amostra, assim como as mudanças degenerativas dos elementos celulares, para que os achados sejam similares às características apresentadas in vivo. Se a análise não puder ser realizada dentro de 30 minutos, pode-se refrigerar a amostra a 5oC, pois preserva a urina por 2 a 3 horas (no momento da análise a urina deverá estar com temperatura ambiente). Existem elementos químicos que também servem para este fim, como o Formaldeído, que previne o crescimento bacteriano e preserva os cilindros e os elementos celulares, mas interfere com a detecção de glicosúria. Neste caso utiliza-se uma gota de formalina para cada 30 mL de urina. O Timol e o Tolueno são usados como agentes antimicrobianos e preservam a urina por 24 horas, mas inviabilizam os testes bioquímicos.
Em um bom laboratório, as amostras de urina recebidas devem ser conferidas no que se refere ao volume e ao acondicionamento das mesmas. O volume mínimo da amostra deve ser de 5 mL para garantir a qualidade do exame, principalmente para a análise do sedimento urinário.
A urinálise é composta por três exames: físico, químico e a análise de sedimento. O exame químico, o físico e a centrifugação do sedimento são realizados pelo técnico laboratorial e a análise do sedimento pelo médi cerâmica dos sumérios e babilônicos. As inscrições mais antigas são de, aproximadamente, 4.000 anos a. C.
Em busca das origens dos estudos uroscópicos, vamos encontrar em antigos textos hindus a descrição da urina do diabético, com referências ao seu adocicado sabor e à atração que exercia sobre as formigas. Hipócrates, médico grego (460-377 a C.), foi o primeiro a afirmar que a urina se formava por filtração do sangue nos rins. Durante séculos o exame de urina limitou-se à observação pura e simples de seu aspecto e cor, o que favorecia a ação de charlatões. Na Renascença, período que se caracterizou por um retorno à pesquisa científica, Paracelsus (1493/1544) ultilizou recursos da Alquímia, atividade precursora da Química moderna, no estudo da urina.
Os progressos gerais em anatomia e fisiologia, ocorridos nos séculos seguintes, permitiram melhor compreensão das funções dos órgãos humanos e a investigação mais objetiva da composição da urina, associando suas variações químicas a quadros mórbidos específicos.
A invenção do microscópio foi um dado definitivo para a pesquisa dos fluidos humanos. Com esse novo aparelho, os pesquisadores puderam estudar de forma mais completa a urina e documentar as alterações associadas a estados mórbidos. Iniciava-se assim a microscopia médica.
O século XIX registrou o advento da flebotomia, fato que deflagrou o início dos estudos relativos à composição do sangue e à correlação existente entre as alterações dos componentes sanguíneos e as doenças. Nesse período, o exame de urina foi relegado a segundo plano.
Os testes rápidos com tiras surgiram na segunda metade do século XX. As contagens quantitativas do sedimento urinário, segundo Addis e outros, tornaram-se comuns. Mais recentemente, a automação, a introdução de anticorpos monoclonais e a tecnologia de PCR tornaram específicos e, ainda mais importantes, determinados testes urinários.
Resumindo, podemos afirmar que a urinálise, o primeiro de todos os testes laboratóriais, é atualmente o exame mais realizado, sendo um importante recurso semiótico no diagnóstico das doenças.
FORMAÇÃO DA URINA
O rim do adulto tem um peso aproximado de 170g. Anatomicamente, divide-se em córtex e medula. Na porção cortical localizam-se, aproximadamente, 1,2 milhões de glomérulos. É no córtex que ocorre a filtragem do sangue e a formação da urina, a qual irá fluir através dos túbulos contornados. Esses túbulos, ao juntarem-se na porção medular, formam os túbulos coletores, cujo agrupamento irá constituir um número aproximado de doze papilas, as quais irão transferir a urina para os cálices. Esses, por sua vez, convergem para a pélvis renal, que continua com o uréter.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto. Bastante claro e interessante.
Abraço

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